Este BLOG é editado pelo jornalista, advogado e professor Augusto Dias. Escritor, ocupa a cadeira 14 da Academia Joseense de Letras. É estudioso da história de São José dos Campos.
I) SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
HISTÓRIA E MEMÓRIA
A Câmara Municipal de São José dos Campos, Fundação Cultural Cassiano Ricardo e a UNIVAP realizaram evento para a Assinatura do Termo de Acordo de Cooperação Técnica para preservar e tornar acessível os documentos e a história de São José dos Campos, por intermédio do Pró-Memória.
O evento aconteceu no dia 6 de junho passado no plenário da Câmara Municipal de São José dos Campos.
Varias entidades ligadas à cultura e à educação compareceram ao evento.
A Câmara Municipal foi representada pelo vereador Walter Hayashi.
O Projeto Pró-Memória já permitiu a publicação da mais importante obra acadêmica sobre a história de São José dos Campos, numa série de livros que teve a coordenação das professoras e doutoras Valéria Zanetti e Maria Aparecida Papali.
Participantes do evento para Assinatura do Termo de Acordo de Cooperação Técnica - Foto: Câmara Municipal de São José dos Campos.
II) SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
A CIDADE VERTICAL
São José dos Campos era uma cidade horizontal até os anos 1960. Nessa década havia somente 2 prédios: o Grande Hotel, na Praça da Matriz, e o Edifício Cinelândia, na Praça Afonso Pena. O primeiro com 8 andares e o segundo com 9 andares, ambos com fins comerciais.
Fora disso, somente casas e prédios comerciais baixos.
Nesse mesmo tempo foi iniciada a construção do Edifício Salim Simão na Praça Afonso Pena e em seguida o Edifício San Marco na Avenida São José, todos - portanto - na região central.
O primeiro prédio residencial fora do centro nobre, o coração da cidade até os anos 1960, foi o Edifício Nacional na Avenida Francisco José Longo, com 24 andares.
A política adotada pela nova administração pública começaria a verticalizar São José dos Campos em ritmo acelerado a partir de 1970.
Começava a sair de cena a cidade horizontal e provinciana que veio dar lugar à cidade vertical, com gente e costumes outros, enriquecendo a vida econômica, cultural e social de São José dos Campos.
O centro de São José dos Campos nos anos 1960, com o prédio do Grande Hotel já construído. - Foto: Arquivo Público do Município - Fundação Cultural Cassiano Ricardo
III) COMENTÁRIO
O PODER
Para se conquistar o poder político faz-se de tudo quando se quer, realmente, aplicar as ideias em que se acredita e, como ensina Maquiavel, até as ideias que se considera de interesse público porque, para se conquistar o direito de governar, deve-se fazer de tudo, literalmente.
Nada mudou no mundo desde quando Quintus Tullius Cícero (102-43 a.C.) escreveu seu livro Como ganhar uma eleição e o deu a seu irmão, o orador romano Cícero que seguiu as lições e se tornou cônsul romano, com as mesmas práticas com que hoje se seduz os eleitores de todas as naturezas: promessas difíceis ou impossíveis de serem cumpridas, permutas, cargos, alianças de enviesadas naturezas ideológicas, abraços pouco sinceros, pastel na feira, café em quase todos os lugares, e outras sutilezas.
Empossado, o político enfrenta a difícil realidade do governo como ele é, num país de infraestrutura, educação, segurança e cultura aquém de índices mínimos preconizados por órgãos mundiais. Resolve-se um problema pontual hoje, e logo em seguida surge outro de complexa resolução, como uma Hidra de Lerna.
A alternância no poder é como vestir o mesmo manequim na vitrine com uma roupa nova: por baixo é a mesma coisa.
De qualquer maneira, o poder - com sua temporariedade, notoriedade, mordomias e riscos - fascina ambiciosos e até idealistas.
Para o incauto povo, para o qual e em nome do qual o poder deve ser exercido, sobra a renitente esperança e a expectativa de que um cidadão brasileiro, com integridade acima das veleidades humanas, espírito democrático, visão de futuro e robusto idealismo, venha a tirar a espada de Excalibur da pedra- por direito legítimo e mérito incontestável - e colocar a nação no caminho da estabilidade política e do progresso econômico, social e cultural!
IV) CRÔNICA
CAMINHOS COMPARTILHADOS
Viver em comunidade é compartilhar muitos caminhos de alegrias, mas também de dor, aflição e desespero de alma nas rotineiras dificuldades das relações humanas.
Muito mais fácil formar-se em curso superior e ser doutor em física quântica suma cum laude do que ser aprovado sem dependência no curso fundamental de relações humanas.
O ser humano, comumente, não se apercebe da inutilidade do destempero e - comumente - ausência de uma razão verdadeiramente significativa para dissensões, discussões, gritos e agressões. Ele sempre terá, em qualquer lugar do mundo, pelos motivos os mais diversos, pelas crenças as mais sectárias e pelos mais primitivos instintos, dificuldades para viver com seus semelhantes em plena fraternidade, tolerância e respeito.
As impossibilidades se iniciam com a dificuldade de muitos de viver em paz consigo próprio!
V) PENSAMENTO
Arrufos são de pouca valia, pois, no final, tudo passa tal qual o vento, as águas do rio, os momentos e o porquê!






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